Esportes radicais: conheça opções para amantes da adrenalina

Esportes radicais: conheça opções para amantes da adrenalina

Praias, montanhas, cidades, rios. Nosso país é um imenso campo que favorece a prática de uma grande variedade de esportes radicais. As condições físicas e geográficas contribuem para que os aventureiros renovem a adrenalina diariamente.

Em 2016, o Brasil já era apontado como o primeiro lugar no mundo em turismo de aventura, de acordo com o estudo realizado pela US News & World Report, a consultoria BAV e a escola de negócios Wharton, da Universidade da Pensilvânia, no Estados Unidos. Em 2018, a posição se ratificou, como apontou uma pesquisa realizada pelo Dados do Travel Leaders Group e da Adventure Travel Trade Association (ATTA), que apontou um crescimento de 100% no mercado global de turismo de aventura, superando a marca de 600 bilhões de dólares em negócios no ano de 2018, comparado ao estudo realizado em 2013.

Especificamente no Brasil, alguns esportes se tornaram mais populares e praticados, principalmente em função das diferenças naturais entre as regiões. Vamos conhecê-los?

Esportes de praia

Quem mora em um pedacinho dos mais de 7,3 mil quilômetros de praias brasileiras certamente andou vendo coisas diferentes nos últimos anos. Os barquinhos de pesca e os navios que trazem e levam cargas entre os portos agora disputam a água e o vento com uma galera que curte adrenalina ao extremo. As variações do surfe vem tomando conta da costa litorânea e, claro, ganhando cada vez mais praticantes:

Surf

Com um inédito bi-campeonato mundial, Gabriel Medina é o maior nome do país nesta modalidade profissional. Mas de norte a sul, é visível o crescimento de crianças, jovens e adultos, meninos e meninas que começaram a cortar ondas sobre a prancha. No Nordeste, os ventos constantes são aliados na geração de boas ondas. No sudeste, a profundidade do mar é que provoca ondas altas e no sul a combinação entre vento e maré brava forma o banquete dos surfistas.
Atualmente, a praia de Torres, no Rio Grande do Sul, é apontada como o novo destino dos surfistas de elite, já acostumados com Saquarema, no Rio de Janeiro, Ubatuba, em São Paulo e o litoral de Pernambuco e Ceará.

Kite surf

Este esporte alia uma prancha de snowboard que, foi redesenhada para a água, com uma pipa semelhante a um mini-paraquedas. Com isso, o surfista não se limita a cortar ondas. Pode ir quilômetros mar a dentro e voltar para a enseada com a mesma facilidade. É um dos esportes radicais que mais cresce no sudeste, principalmente no Espírito Santo. No nordeste, já tem presença garantida na paisagem.
No kite surf, o atleta consegue realizar manobras aéreas super radicais, com saltos que passam dos dez metros.

Windsurf

Entre os esportes radicais aquáticos, o windsurf não pode ser considerado uma novidade. Mas em algumas regiões, vem aumentando de participação. É o caso do Rio Grande do Norte e de Santa Catarina, que reúnem condições climáticas perfeitas para a sua prática.

Esportes radicais: conheça opções para amantes da adrenalina

Esportes aéreos

Em 2012, o Brasil sediou, pela primeira vez, uma etapa do Red Bull Air Race, uma verdadeira Fórmula 1 disputada com aviões monomotores invocados! Na mesma razão vem crescendo a participação dos esportes radicais aéreos.

Paraquedismo

Saltar de paraquedas ainda é uma das atividades consideradas mais radicais em todo o mundo. E no Brasil, a expansão do esporte é visível. Até pouco tempo, a cidade de Boituva, no interior paulista, era a única opção para quem queria experimentar as fortes emoções de um salto. Hoje, entretanto, São Paulo, Belo Horizonte e Foz do Iguaçu vem se destacando na formação de equipes profissionais de paraquedismo. dando novas opções de equipamentos e cenários para os amantes desta aventura.

Wingsuit

O desejo de voar era tanto que um grupo de paraquedistas, inclusive um brasileiro, desenvolveu uma roupa com asas, a wingsuit, que permite não apenas saltar de um avião ou de uma base, como literalmente voar a mais de 200km/h. E sim: existem campeonatos mundiais de wingsuit. Torneios em que, além da velocidade, o controle sobre o voo é que vai determinar os vencedores. Este é um dos esportes radicais que certamente estão no topo do ranking de adrenalina.

Parapente

Um pouco diferente do paraquedismo, o parapente se caracteriza pelo salto de uma base, como uma ponte ou uma montanha. O paraquedas, neste esporte, já decola aberto e tem um formato que permite ao piloto planar sobre a paisagem. Um voo suave, ótimo para tirar lindas fotos, observar a paisagem por vários ângulos e ainda curtir aquela sensação de liberdade.
No Brasil, temos um campeonato super organizado e competitivo. O Pico do Ibituruna, em Governador Valadares, MG, é onde se realiza a etapa final.

Balonismo

Outro esporte que não é muita novidade, mas também vem aumentando no país. As cidades do interior gaúcho já tinham mais expressividade no balonismo. Agora, o sertão nordestino e o centro-oeste mineiro vem sendo ponto de encontro de novos baloeiros. Além de ser um ótimo meio de transporte, o balão está entre os esportes radicais mais difíceis, que requerem maior destreza dos pilotos. Uma manobra errada e o balão pode parar a milhas e milhas do seu destino correto.

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Esportes radicais de montanha

Minas Gerais é, de longe, o estado onde mais se praticam esportes de montanha. Obviamente devido à geografia tortuosa da região, mas também pelo espírito desbravador e aventureiro que está arraigado à colonização mineira.

Cross country

A nossa famosa trilha é, sim, um esporte de aventura. Cortar montanhas a pé, subindo por dentro de matas, rochas, passando por riachos e pastagens, além de aliviar a cabeça, promove um intenso preparo físico, pois requer muita resistência, potência muscular e capacidade respiratória. Não à toa, Minas é um dos cenários preferidos pelos praticantes que treinam para provas pesadíssimas, como o Iron Man e Iron Girl, que acontecem em diferentes lugares do planeta e exigem um esforço descomunal dos atletas.

Motocross

Também é em Minas que mais se pratica o motocross. Uma pequena viagem de avião pelo interior do estado é suficiente para flagrar inúmeras pistas amadoras e profissionais de motocross. Além dos mineiros, os paulistas e paranaenses também estão na elite deste esporte no país.

Bicicross ou Moutain Bike

É a versão a pedal do motocross. Com a mesma carga de adrenalina, o bicicross é um dos esportes radicais de terra mais praticados no país e vem conquistando jovens inclusive dentro das cidades, adaptando as bikes aos percursos urbanos, como escadarias e rampas.

Rapel e bungee jump

Você pode optar por descer de um paredão ou uma ponte escorregando por uma corda ou literalmente se jogar de cabeça, preso apenas pelas pernas e tronco a um elástico enorme. Em ambos os casos, é preciso ter sangue frio para aguentar a adrenalina. Minas se destaca entre os praticantes pela diversidade de locais propícios para ambos os esportes. Mas, nos últimos anos, Bonito, no Mato Grosso do Sul e a Chapada Diamantina, no sertão da Bahia, tem sido o point da galera que leva a vida pendurada.

Escalada

Este é um dos esportes radicais que mais se adaptou ao ambiente urbano. Antes, acontecia somente nas paredes rochosas da grande maioria das nossas serras e morros. Hoje, é mais praticado dentro de salas, com paredes de escalada indor, nas grandes cidades, como Belo Horizonte, São Paulo, Rio e Curitiba. Dentre os esportes radicais de montanha, este é, sem dúvida, o que exige maior força nos braços e equilíbrio na estratégia.

Esportes radicais aquáticos

Com tantos mares e rios, o Brasil também é perfeito para a prática de esportes radicais na água. Além das variações do surfe, como já vimos, existem muitas outras aventuras que estão conquistando admiradores de norte a sul.

Mergulho

Muito mais do que ver peixinhos e corais, o mergulho é um esporte que exige fôlego e preparo físico, e acontece tanto em água doce, como salgada. No Brasil, Fernando de Noronha e Bonito são os locais mais procurados para a prática do mergulho. Na ilha pernambucana, a visibilidade e a temperatura da água são excelentes para os mergulhadores mais experientes e para os iniciantes.

Rafting

Descer corredeiras a bordo de um bote de borracha parece loucura para muita gente. Mas é um dos esportes radicais mais praticados no interior de São Paulo. Na cidade de Brotas, por exemplo, existe inclusive uma escola de rafting. A modalidade faz parte do programa olímpico, como parte das provas de canoagem. Hoje, São Paulo, Rio, Minas, Mato Grosso, Paraná, Mato Grosso do Sul e Tocantins são os estados com maior número de praticantes.

Canoagem

Diferentemente do rafting, a canoagem se faz tanto em percursos livres, como em áreas determinadas,  como trechos planos de rios e lagoas. Na nossa história recente, temos um campeão olímpico e mundial, o Izaquias Queiroz, que treina no interior da Bahia. Como esporte amador, a canoagem possui muitos praticantes nas áreas rurais de Minas, São Paulo, Rio e em toda a região norte, onde a navegação fluvial é predominante.

Esportes radicais: conheça opções para amantes da adrenalina

Esportes urbanos

Não poderíamos deixar de falar dos esportes radicais naturalmente urbanos. Praticados, antes como uma forma de resistência, hoje são vistos como parte de uma vida saudável e integrada ao ambiente das grandes cidades, no Brasil e no mundo. Aqui vamos destacar dois:

Skate

Atrás apenas dos Estados Unidos, o Brasil é o segundo maior mercado mundial de prática do skate e venda de produtos relacionados ao esporte. A década de 1990 foi muito importante no processo de popularização do skate como um esporte em si, deixando o posto de hobbie ou de atividade marginalizada, como era visto até então. Com a aparição mais constante em filmes, novelas e nos noticiários, muitas cidades passaram a investir em mobiliários e espaços urbanos voltados para a prática do skate.
Com o passar dos anos, muitas pistas indoor também surgiram e, com elas, clubes de skatistas que se reuniriam para evoluir no esporte. Hoje, o Brasil domina amplamente várias categorias dentro dos campeonatos mundiais, rivalizando sempre com os norte-americanos.

Parkour

De origem francesa, o parkour pode ser vista como a arte de ultrapassar as barreiras urbanas de forma criativa. Nascido nos meados da década de 1980, era visto, assim como o skate, como uma atividade marginal, feita por delinquentes e moradores das periferias parisienses. Com o passar do tempo, muitos famosos se renderam à atividade, como o ator Jackie Chan, que inclusive incorporou várias técnicas de parkour em seus filmes.
Foi também no cinema que este esporte elevou seu status. O parkour passou a ser visto como uma ótima opção para o treinamento e desenvolvimento de dublês. Em nível amador, ainda é um dos esportes radicais praticados por mais jovens. São, normalmente, os adolescentes entre 14 e 18 anos que mais buscam por este esporte no Google, por exemplo. No Brasil, é mais comum ver a galera saltando grades, pontes e outros obstáculos nas grandes cidades, como São Paulo, Belo Horizonte e Porto Alegre.

Esportes radicais: conheça opções para amantes da adrenalina

Como começar nos esportes radicais?

Esportes de aventura, como o próprio nome sugere, são aqueles que fogem da monotonia e da rotina. Por isso, quem quer iniciar alguma atividade neste sentido, deve estar com a saúde em dia e preparar o espírito para viver emoções e surpresas o tempo todo.

Um ponto importante em todos estes esportes radicais que citamos aqui é a segurança. Em todas as modalidades existem equipamentos e acessórios que são indispensáveis para a realização de cada atividade. Por isso, não economize na hora de investir no esporte escolhido. Na hora de adquirir os equipamentos e acessórios, não opte sempre pelo mais barato, mas sim por aquele que se adapta ao seu tamanho, peso e, claro, condições.

Os esportes radicais, ao contrário do que se imagina, são muito seguros, quando praticados acompanhados de um especialista, alguém que oriente e ajude na prática da atividade de forma correta, atentando-se às técnicas e regras básicas. É muito mais comum haver lesões no futebol, por exemplo, do que em qualquer um destes esportes que mencionamos neste artigo.

Levando em consideração estas dicas, procure começar nos esportes radicais mais próximos do seu cotidiano, que lhe permitam adquirir os equipamentos certos e ter a devida orientação profissional. Se você tem uma moto apropriada, por exemplo, tente fazer trilhas de motocross. Ou se você tem acesso a uma praia, tente o surfe ou o stand up paddle.

Esportes a motor

Dentre os principais esportes radicais, os motorizados ganham destaque em várias regiões do Brasil. Um dos maiores e mais difíceis ralis do mundo é disputado no sertão Nordestino: o Piocerá, indo do Piauí ao Ceará e passando por plantações, terrenos rochosos, caatinga, matas, rios e todo tipo de dificuldade. O percurso oposto é chamado Cerapió e tem as mesmas dificuldades.

Nele, há categorias diversas, como jipes, utilitários, SUVs e motos. Mas se você ainda não tem uma habilitação de piloto profissional, pode aproveitar trilhas e estradas rurais para curtir os esportes cross e off road. Existem vários clubes de jipeiros e motoqueiros espalhados pelos quatro cantos do país. Procure um mais perto de você para começar a sua trajetória fora do asfalto. Prepare o seu carango ou a sua motoca e experimente a adrenalina da velocidade em contato com a natureza.
O Brasil é, de fato, um país vasto. No tamanho, nos ambientes, nas opções de aventura. Em Minas, a Balasso Motorsport tem tudo para quem quer começar ou avançar ainda mais dentro dos esportes radicais motorizados. Você pode conhecer todas as marcas de equipamentos e acessórios presentes na Balasso clicando aqui. Até a próxima aventura!

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